Saltar para Conteúdo

Golegã

RESERVA NATURAL DO PAUL DO BOQUILOBO


Distância: 9,9 km;
Duração: 3h;
Grau de dificuldade: Fácil.
Localização: Mato de Miranda
Ponto de partida: R. João Veiga – junto à estação de comboios
Coordenadas gps-wgs84: 39.367587, -8.553670
Época Aconselhada: No inverno existe possibilidade de interdição devido a zonas alagadas. Desaconselha-se visitação nos dias de caça, às 5as, domingos e feriados entre 15 Ago e 28 Fev.

O percurso da Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo tem a particularidade de poder chegar até ao ponto inicial de comboio. Todos os comboios do tipo regional efetuam paragem na estação de Mato de Miranda. Por questões de segurança não atravesse a linha férrea pois os comboios rápidos não param aqui. Existe junto à estação uma passagem de nível. No local tem facilidade de estacionamento e serviço de restauração.
Para salvaguardar a tranquilidade das espécies que procuram refúgio dentro da área protegida caminhe em silêncio não denunciando a sua presença pois assim tem a possibilidade de melhor observar a vida animal. Este itinerário percorre áreas de montado de sobro bem preservadas, campos agrícolas e a parte da Reserva Natural localizada no concelho da Golegã retornando ao ponto inicial num troço paralelo à linha férrea.
O início fica a menos de cem metros do largo da estação. Aqui siga por uns duzentos metros a estrada nacional no sentido da passagem de nível com guarda e logo em seguida vire à direita na estrada de terra que segue paralela à linha férrea, passados uns duzentos metros vire no primeiro caminho à esquerda e siga por uns quinhentos metros. Depois de passar uma zona de montado vire à direita e prossiga caminho sempre tendo o montado e eucaliptal do seu lado esquerdo e um vasto campo agrícola do seu lado direito. Percorridos uns quatrocentos metros a estrada divide-se e siga pela esquerda passando a ter à direita um campo aberto e do lado contrário um eucaliptal. Siga sempre em frente e uns quinhentos metros depois termina o eucaliptal.

Aqui é o ponto mais alto deste percurso, que em dias de boa visibilidade permite uma vista panorâmica sobre as planícies do Tejo e povoados localizados na outra margem do rio. Começa agora a parte descendente do percurso percorrendo uns duzentos metros de charneca ribatejana, terrenos abertos e pedregosos, com matos e ricos em biodiversidade por conterem vários tipos de arbustos como a Rosêlha-pequena (Cistus crispus), plantas, bolbos e ervas que suportam variadas formas de vida. Duzentos metros depois de iniciar a descida na bifurcação do caminho tome a esquerda e ao longo de uns trezentos metros ficamos imersos num denso montado em perfeito equilíbrio. São muitas e variadas as espécies de animais que aqui habitam e funciona como um oásis no meio de campos onde a agricultura intensiva domina.

Siga em frente por mais uns cento e cinquenta metros e quando a estrada se divide tome a direita. Passa a ter um campo de cultivo à sua esquerda e volvidos quinhentos metros, ao entrar numa pequena mancha de sobreiros altaneiros vire à esquerda seguindo por mais mil e quinhentos metros em paralelo com a linha férrea. Vai encontrar uma passagem inferior à linha de comboio que dá acesso à Reserva Natural. Do lado esquerdo do portão, que se encontra sempre fechado, está uma passagem estreita que permite o acesso exclusivo a pessoas a pé. No interior desta área protegida o percurso é circular retornando ao mesmo ponto de entrada.

O itinerário desenvolve-se exclusivamente ao longo do trilho de interpretação não sendo autorizados outros percursos. Este espaço exige cuidado redobrado para tentar minimizar impacto e assim conseguir observar o máximo de animais.

Não são autorizados, sem acompanhamento, grupos superiores a 9 pessoas. Desaconselha-se visitação dentro da Reserva Natural do Paul do Boquilobo nos dias de caça para assegurar a tranquilidade das espécies que aí procuram refúgio.

O Paul do Boquilobo é o maior ecossistema aquático representativo de zonas húmidas interiores, outrora comuns por todo o território, mas que, principalmente devido à drenagem para a agricultura, sofreram um declínio acentuado. Sem prejuízo duma elevada biodiversidade a nível da fauna em geral, as aves constituem o seu principal valor, razão da sua classificação como Reserva Natural.
O percurso acompanha um troço do rio Almonda, que nasce na serra de Aire e desagua na margem direita do rio Tejo, constituindo aqui uma zona alagada denominada de paul que é inundada sazonalmente. Os primeiros mil e quatrocentos metros acompanham uma densa galeria ribeirinha composta maioritariamente de salgueiros, freixos e choupos, com tapetes florais compostos por Ranunculus, umas pequenas flores amarelas ou brancas. De fácil observação temos o Lírio-amarelo-dos-pântanos (Iris pseudacorus).

No paul foram registadas dezasseis espécies de peixes, onze de répteis, treze de anfíbios, vinte e sete de mamíferos, entre elas a Raposa (Vulpes vulpes) e mais de duzentas espécies de aves, entre elas, a Trepadeira-azul. No final deste troço entre o paul e terreno aberto do seu lado esquerdo vai encontrar uma vedação no caminho. Siga pela esquerda e depois de uma ligeira subida começa um troço num montado de sobro disperso que ao fim de uns mil metros retorna à estrada por onde entrou. Vire à direita e depois da passagem inferior da linha férrea vire a esquerda pelo mesmo caminho que fez na vinda. Até ao início do percurso são cerca de dois mil e oitocentos metros sempre em frente ao lado da linha férrea por um estradão que o leva de regresso ao ponto inicial.

Image 450

Também poderá gostar