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Alpiarça

PELA RESERVA DO CAVALO DO SORRAIA


Distância: 10,2 km; 
Duração: 3h;
Grau de dificuldade: Muito Fácil.
Localização: Alpiarça
Ponto de partida: Reserva do cavalo do Sorraia
Coordenadas gps-wgs84: 39.242092, -8.575890

Com início na Reserva o percurso percorre os férteis campos agrícolas e vinhas até à Vala Real de Alpiarça passando no parque verde do Carril e pela Casa dos Patudos regressando ao ponto inicial pelo complexo de lazer dos Patudos.

No local existe serviço de restauração e facilidade de estacionamento. O percurso tem início seguindo pela alameda em sentido oposto à entrada na Reserva. Percorridos uns trezentos metros encontra sinalizado um portão que depois de passar deve deixar sempre fechado. Siga a estrada de terra em frente por uns metros até ver à sua direita um trilho estreito envolto na vegetação que conduz à albufeira dos Patudos. Aqui vire à esquerda seguindo sempre pelo caminho junto à margem.

Na albufeira, entre muitas outras espécies de aves é comum a Galinha-d’água (Gallinula chloropus).
Depois de passar a ponte de madeira siga em frente e vire à direita, passe todo o paredão da barragem virando à esquerda para a estrada nacional. Siga pelo lado esquerda da estrada e atravesse em segurança na passadeira existente no local. Em frente vai ver um denso canavial que fica na margem da Vala Real de Alpiarça. Siga pelo lado direito da vala de drenagem que tem em frente e ao chegar ao canavial vire à direita. Uns cento e cinquenta metros à frente passe a ponte para a outra margem e vire à direita.

Este troço acompanha a denominada Vala Real de Alpiarça, uma linha de água com sessenta e cinco quilómetros que nasce a leste de Aranhas de Cima, indo desaguar na margem esquerda do rio Tejo.
Siga sempre junto à margem por uns mil e trezentos metros até chegar à ponte sobre a estrada alcatroada que liga Alpiarça a Santarém. Com a devida precaução atravesse a estrada e siga em frente por um caminho asfaltado. Uns cem metros à frente vire à direita na estrada de terra que segue pelo meio da vinha e ao chegar na margem da linha de água vire à esquerda.

A história da vinha e do vinho no Ribatejo é muito anterior à nacionalidade, tendo sido os Romanos os principais introdutores desta cultura. Esta região de extensas planícies adjacente ao rio Tejo, está sujeita a inundações periódicas responsáveis pelos elevados índices de fertilidade destes solos de aluvião que são por excelência bons para os vinhos. Os brancos são muito diversificados com uma paleta de aromas que vai do fresco e aromático Arinto ao rico e floral Fernão Pires, já os tintos estão historicamente associados a várias castas nacionais e mais recentemente à conjugação destas com castas internacionais.
Nesta zona ribeirinha é possível observar o colorido Abelharuco (Merops apiaster), a ave mais exótica que nos vista durante a primavera e verão e que aqui costuma nidificar. Continue pelo trilho junto à margem por uns mil e duzentos metros até entroncar numa estrada de terra. Vire à direita passando a ponte e logo em seguida vire novamente à direita pelo trilho que segue ao longo da margem oposta por onde veio.
Passados uns seiscentos metros passe a pequena ponte sobre a vala de drenagem e siga sempre em frente junto à margem até encontrar o mercado da fruta e parque de merendas do Carril. Aproveite a sombra e frescura do denso arvoredo para descansar.

Continue pela margem e passe por baixo do arco da ponte seguindo sempre em frente ao longo da Vala Real por uns novecentos metros e, ao começar a ver a notável Casa dos Patudos vire à esquerda pelo caminho que segue junto à vinha, depois à direita por uns quatrocentos metros no caminho ao longo do casario até à estrada nacional que atravessa Alpiarça.

Agora ou no final do percurso a Casa dos Patudos é de visita obrigatória. Este notável conjunto arquitetónico projetado em 1904 segue o estilo revivalista e nacionalista da época, evocando vários estilos do passado e da arquitetura popular, e recorrendo a técnicas e produção portuguesas nos azulejos, ferragens e mobiliário. No interior um importante legado da cultura nacional aguarda por si.

Atravesse a estrada nacional e vire à direita para a albufeira. No paredão da barragem siga agora pelo lado esquerdo fazendo a margem oposta por onde iniciou o percurso. Pode optar pelo trilho em terra junto à água ou se preferir pelo empedrado e sombra da alameda de plátanos e siga por uns novecentos metros até encontrar uma estrada de terra à sua direita. Vire aqui e escassos metros depois vire na primeira à direita e siga ao longo do montado até à margem. A estrada segue por mais uns trezentos metros e ao entroncar na estrada principal vire à direita e fique atendo à vedação do seu lado esquerdo para encontrar o portão que dá acesso à Reserva do Cavalo. Para segurança de todos feche sempre o portão. Este último quilómetro é feito ao longo de um vale encaixado com grande biodiversidade onde o canto das aves e o coaxar das rãs quebram o silêncio.

No topo um prado vedado costuma guardar alguns cavalos. Ao ver a placa da entrada da Reserva siga em frente e está no ponto inicial.



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